Evitar alguns fatores de risco para câncer de mama diminui as chances de ter a doença

Mulher com camiseta rosa e laço branco.

Evitar alguns fatores de risco para câncer de mama diminui as chances de ter a doença

Cerca de 30% dos casos de câncer de mama poderiam ser evitados com algumas mudanças simples de comportamento, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer - Inca. Embora existam outros fatores de risco para câncer de mama que não podem ser evitados, como aspectos genéticos e hormonais, eles são responsáveis pela menor parte dos casos da doença.

O câncer de mama é causado pela multiplicação de células anormais, que formam um tumor na região. Ele é o segundo tipo de câncer mais comum nas mulheres. No Brasil, a maioria dos diagnósticos só é feita quando ele já está em estágio avançado, o que dificulta o tratamento e aumenta os casos de morte devidos à doença.

Fatores de risco para câncer de mama que podem ser alterados

Comportamentais e ambientais:

  • Sedentarismo - exercícios físicos diminuem o risco de câncer de mama, independente do seu efeito na redução de peso. Exercitar-se durante uma hora três vezes por semana pelo menos já faz diferença.
  • Obesidade - aumenta o risco de câncer de mama porque altera a quantidade de estrogênio, principalmente após a menopausa, o que pode promover o crescimento de células cancerosas na mama.
  • Má alimentação - uma dieta rica em gordura saturada e pobre em frutas, legumes e verduras aumenta o risco dos cânceres de mama. Portanto, é bom evitar a ingestão de alimentos gordurosos e muito industrializados.
  • Tabagismo – fumar é um importante fator de risco para vários tipos de câncer, inclusive para o de mama.
  • Consumo de bebida alcoólica - mulheres que bebem de dois a três copos de álcool ao dia têm cerca de 20% mais chance de ter câncer de mama. Beber muito eleva os níveis de estrogênio, o que aumenta o risco de câncer de mama.
  • Exposição à radiação ionizante – acontece ao fazer exames de imagem, como raios-x e tomografia computadorizada. O risco é proporcional à dose e à frequência.

Hormonais e histórico reprodutivo:

  • Não ter filhos – ser mãe nem sempre é uma escolha. Mas, as mulheres que não têm filhos ou as que têm depois dos 30 anos possuem um risco maior de desenvolver câncer de mama.
  • Não amamentar – a amamentação pode diminuir o risco de câncer de mama, pois a produção diária de leite inibe a multiplicação anormal de células nas mamas. Além disso, o ciclo menstrual de muitas mulheres diminui quando amamentam e, assim, elas ficam menos expostas a alguns hormônios, como o estrogênio, que é fator de risco.
  • Terapia de reposição hormonal – principalmente a combinada de estrogênio e progesterona está associada com aumento do risco do câncer de mama. Quanto mais tempo durar a reposição hormonal, maior o risco. É importante conversar com o médico sobre alternativas a este tipo de terapia.

Fatores de risco para câncer de mama que não podem ser alterados

Outros fatores de risco para câncer de mama não podem ser controlados, como os ligados à genética e à hereditariedade. Estão incluídos aí os casos de câncer de mama na família e alterações genéticas, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2. De 5% a 10% dos casos de câncer de mama são hereditários ou genéticos segundo o Inca.

Referências

 

PP-PFE-BRA-0870

Mais Pfizer
12 julho, 2018

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