Esquizofrenia

Esquizofrenia

A esquizofrenia é um transtorno mental grave que atinge cerca de 1% da população mundial. A pessoa com o transtorno tem dificuldade em diferenciar o real do imaginário, podendo ter alucinações e sensações falsas, por exemplo, estar sendo perseguido. A condição afeta homens e mulheres na mesma proporção e, geralmente, começa na adolescência ou na fase adulta. Continue a leitura e conheça as principais características da esquizofrenia.

Fatores de risco para esquizofrenia

Existem alguns fatores de risco para esquizofrenia, eles aumentam as chances de desenvolver o transtorno. Veja quais são:

Histórico familiar – as chances de desenvolver o distúrbio aumentam de acordo com o grau de parentesco. Um estudo realizado pela Universidade de Copenhague determinou que em 79% dos casos da esquizofrenia há herança genética.

Reações químicas – o desequilíbrio em reações químicas no cérebro aumenta os riscos do desenvolvimento da esquizofrenia. Geralmente, isso acontece em períodos que o cérebro passa por várias alterações químicas e hormonais, como na puberdade.

Problemas no nascimento – podem afetar o desenvolvimento do cérebro, o que aumenta o risco de esquizofrenia. Os problemas podem ser os seguintes:

  • Nascimento prematuro;
  • Peso baixo no nascimento;
  • Falta de oxigênio durante o parto.

Estresse – eventos estressantes podem desencadear a esquizofrenia em pessoas que já possuem predisposição para o distúrbio, tais como:

  • Morte de alguém querido;
  • Perda do emprego;
  • Fim de um relacionamento;
  • Abuso físico, sexual ou emocional.

Sinais e sintomas da esquizofrenia

Os sinais e sintomas da esquizofrenia são divididos em três categorias:

1. Positivos – reações novas na personalidade do paciente, tais como:

  • Alucinações – os sentidos são afetados, fazendo a pessoa ver, sentir ou ouvir algo que não existe;
  • Delírios – ideias e crenças falsas, como a sensação de estar sendo observado ou perseguido;
  • Pensamentos confusos – dificuldade em formular e expressar ideias.

2. Negativos – perda de habilidades que a pessoa costumava ter, por exemplo:

  • Falta de interesse em atividades que antes eram importantes, como o trabalho ou estudos;
  • Apatia;
  • Fala reduzida;
  • Isolamento social;
  • Falta de energia.

3. Cognitivos – alterações na organização de pensamentos, tais como:

  • Dificuldade de foco e concentração;
  • Dificuldade em entender informações;
  • Falhas de memória.

Ter alguns desses sintomas não indica que você ou alguém próximo tem o transtorno. Apenas um médico especializado pode fazer o diagnóstico da esquizofrenia.

Esquizofrenia infantil

A esquizofrenia precoce apresenta sinais antes dos treze anos de idade. Quando o transtorno começa nesse período, os sintomas são parecidos com os que adultos têm. Além disso, a adaptação à novas atividades é mais difícil.

O desenvolvimento da esquizofrenia infantil costuma ser lento, o que dificulta o diagnóstico e faz com que ela possa ser confundida com outros distúrbios mentais, como o transtorno afetivo bipolar e o autismo. É muito importante que os pais fiquem atentos às mudanças do comportamento e aos sinais que a esquizofrenia pode causar.

Diagnóstico da esquizofrenia

O diagnóstico da esquizofrenia é feito com base em dois critérios: o primeiro é a presença de sintomas da esquizofrenia. E o segundo, a exclusão de outros distúrbios mentais com sintomas parecidos. Além disso, o psiquiatra, que é o especialista capacitado para fazer esse tipo de diagnóstico, deve considerar se o paciente se encaixa nos fatores de risco para esquizofrenia.

Apesar de não existir forma de prevenir a esquizofrenia, procurar um médico assim que os primeiros sintomas surgirem pode evitar o avanço do transtorno.

Tratamento para esquizofrenia

A esquizofrenia exige tratamento por toda a vida, mesmo que os sintomas diminuam ou desapareçam. Estudos mostram que, com o tratamento para esquizofrenia adequado, 60% dos pacientes conseguem ter uma vida social e profissional normal.

Os tratamentos são:

Medicação – os medicamentos indicados pelo médico possuem o objetivo de regular os neurotransmissores do cérebro. É importante você se informar sobre os benefícios e os efeitos colaterais de qualquer medicamento prescrito.

Psicoterapia – a psicoterapia individual ou em família ajuda a enfrentar o transtorno e identificar sinais de recaída. Ela é importante para a pessoa recuperar as habilidades sociais e retomar as atividades diárias.

Hospitalização – pode ser necessária para garantir a segurança, nutrição, sono e higiene adequados em períodos de crise.

Eletroconvulsoterapia (ECT) – produz estímulos elétricos no cérebro para equilibrar os neurotransmissores. É um tratamento seguro e usado quando os pacientes não respondem bem aos medicamentos.

Além desses tratamentos, é importante que tanto o paciente quanto os familiares entendam a doença e aprendam formas de amenizar os sintomas. Grupos de apoio, terapia artística e técnicas de relaxamento de corpo e mente podem ser incluídas no plano de tratamento para esquizofrenia com o objetivo de diminuir e administrar os sintomas.

Referências

 

PP-PFE-BRA-1141

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