Como evitar a depressão após a descoberta do câncer de mama?

Mulher com depressão após a descoberta do câncer de mama sendo amparada - Mais Pfizer

Como evitar a depressão após a descoberta do câncer de mama?

A descoberta de um câncer pode afetar a saúde mental de quem recebe a notícia e das pessoas próximas. No caso do câncer de mama, há particularidades que envolvem a sexualidade e autoestima da mulher e podem deixá-la mais suscetível a desenvolver depressão. Cerca de 10% a 25% das mulheres com câncer de mama se tornam depressivas, mas nem sempre é feito o diagnóstico. A depressão aumenta 2,6 vezes o risco de prejudicar o tratamento. Saiba como evitar a depressão após a descoberta do câncer de mama e quais os sinais de atenção para procurar tratamento.

Quais as causas da depressão após a descoberta do câncer de mama?

Principalmente no primeiro ano após o diagnóstico de câncer, as chances de desenvolver um quadro depressivo são grandes devido ao medo da evolução da doença e ansiedade sobre cada nova etapa de tratamento. Mas, especialmente para a mulher com câncer de mama, outros fatores estão envolvidos:

Valor simbólico da mama – a hipótese de o tratamento contra o câncer incluir a retirada total ou parcial da mama gera uma sensação de mutilação e perda da feminilidade. As mamas são o principal ponto de contato com o bebê, durante a maternidade, através da amamentação, por isso, existe também um símbolo de fertilidade.

Menopausa precoce – algumas mulheres entram na menopausa mais cedo quando submetidas ao tratamento de quimioterapia, o que gera impacto emocional devido às mudanças hormonais e físicas que essa fase traz. Para as mulheres que queriam engravidar, é preciso aceitar a impossibilidade.

Outras razões são comuns em pessoas que descobrem qualquer tipo de câncer, como:

Baixa autoestima – principalmente devido às mudanças causadas pela quimioterapia, como queda dos cabelos, debilitação do corpo, perda de disposição. Alguns remédios para o tratamento de câncer podem causar sintomas de depressão.

Medo da morte – de ficar incapacitado ou da doença voltar tempo depois. O medo de abandonar a família, gerar dívidas com os custos do tratamento ou de se tornar um problema também gera situações de ansiedade e estresse.

Mudanças de rotina – ter que readequar ou até abandonar atividades e hábitos de vida estabelecidos antes da descoberta do câncer de mama – como trabalho, cursos, esportes - é um desafio que pode contribuir para o desenvolvimento de um quadro depressivo.

Quais os sinais da depressão após a descoberta do câncer de mama?

A quimioterapia pode gerar efeitos colaterais que podem ser confundidos com depressão, como cansaço, fraqueza, desânimo e perda de peso. Mas, é preciso ficar atento aos sinais e sintomas próprios da depressão depois de descobrir a doença e que persistem por mais de duas semanas seguidas, como:

  • Crises de choro constantes;
  • Pensamentos pessimistas;
  • Afastamento de amigos e familiares;
  • Sentimento de culpa pela doença e inutilidade;
  • Menção a abandonar o tratamento e desejo aberto de morrer;
  • Falta de esperança no futuro;
  • Irritabilidade nas relações com outras pessoas.

Como lidar com a descoberta do câncer de mama e evitar a depressão?

Absorver a notícia da descoberta do câncer é um processo pessoal, mas que exige, mais do que nunca, o apoio da família, amigos e médicos envolvidos no tratamento. Com algumas atitudes, é possível tornar essa jornada menos dolorosa:

Procurar um psicólogo assim que receber o diagnóstico – pode parecer óbvio, mas muitas pessoas não procuram ajuda profissional, ou esperam desenvolver um quadro grave de depressão para fazer isso. A psicoterapia vai ajudar a pessoa com câncer de mama a reorganizar sua rotina, enfrentar a doença com mais otimismo, lidar com o relacionamento com as pessoas e aceitar o tratamento.

Continuar o máximo possível no emprego – ou, caso não tenha, continuar o máximo de tempo possível com as suas atividades, desde que o médico tenha autorizado. É importante se manter ocupado para evitar a sensação de impotência e o isolamento.

Se engajar em uma atividade com continuidade – isso faz a pessoa olhar para o amanhã e sentir que tem um papel importante para sua comunidade. Uma sugestão é procurar um projeto voluntário com o qual se identifica, ou uma associação com causas semelhantes à que defende.

Procurar um ponto de apoio para recorrer – pessoas com câncer costumam se beneficiar quando procuram grupos voltados para pacientes, comunidades em redes sociais, apoio religioso e até mesmo uma pessoa de confiança. O importante é ter um espaço ou alguém para recorrer, buscar conforto e poder conversar abertamente.

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Referências

 

PP-PFE-BRA-2055

 

Mais Pfizer
16 outubro, 2019

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